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seu uma das primeiras parte da literatura confessional que se aprende, o
Credo Apostólico é o credo mais usado em nossa igreja. E, exceto a
oração do Senhor (dominical), não há conjunto de palavras na Igreja
Cristã que os cristãos mais pronunciem. Ele é o primeiro dos credos
ecumênicos (a palavra ecumênico significa universal, geral, do mundo
inteiro). A Igreja Cristã antiga adotou o nome ecumênico para mostrar
que ela, como um todo, aceitava esses credos foram usados dessa maneira.
Em 1580, a Igreja Luterana, para demonstrar de que não era uma seita
ou movimento, incorporou três credos em suas
confissões, reunidas no Livro
de Concórdia.
Apesar de receber o
nome de Apostólico, não temos nenhuma evidência de que foi
escrito pelos próprios apóstolos ou por alguns deles. O título
"Credo Apostólico" foi usado pela primeira vez em 390, no
Sínodo de Milão. Em 404, Tirano Rufino escreveu um comentário do
credo, contando a história de sua provável origem (de que no dia de
Pentecostes os apóstolos, antes de cumprir a ordem de ir aos confins da
terra, teriam se reunido e cada um contribuído com alguma parte do
credo). Há evidência, no entanto, de que um credo muito semelhante a
este já era usado no ano 150.
A verdade, talvez,
nunca se saberá. Entretanto, ninguém de sã consciência negará que
esse credo reproduz autenticamente o ensino dos apóstolos, fundamentado
nas verdades das Escrituras (1 Co 8.6; 12.13; Fp 2.5-11; 1 Tm 2.4-6; 1
Tm 3.16).
O texto conforme se
encontra no Livro
de Concórdia:
Creio em Deus, o Pai
onipotente, criador do céu e da terra.
E em Jesus Cristo, seu
único Filho, nosso Senhor, o qual foi concebido do Espírito Santo,
nasceu único Filho, nosso Senhor, o qual foi concebido do Espírito
Santo, nasceu da Virgem Maria, padeceu sob Pôncio Pilatos, foi
crucificado, morto e sepultado, desceu aos infernos, no terceiro dia
ressuscitou dos mortos, subiu aos céus, está sentado à destra de
Deus, o Pai onipotente, donde há de vir para julgar os vivos e os
mortos.
Creio no Espírito
Santo, a santa igreja católica – a comunhão dos santos, a
remissão dos pecados, a ressurreição da carne e a vida eterna. Amém.
O texto litúrgico
atualmente em uso:
Dir-se-á o Credo
Apostólico: Creio em Deus Pai, todo-poderoso, Criador do céu e da
terra.
E em Jesus Cristo. Seu
único Filho nosso Senhor. O qual foi concebido pelo Espírito Santo,
nasceu da virgem Maria, padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado,
morto e sepultado; desceu ao inferno, no terceiro dia ressuscitou dos
mortos, subiu ao céu e está sentado à direita de Deus Pai
todo-poderoso, donde há de vir julgar os vivos e mortos. Creio no
Espírito Santo, na Santa Igreja Cristã – a comunhão dos santos, na
remissão dos pecados, na ressurreição da carne e na vida eterna.
Amém. Note-se que a palavra católica
foi generalizada traduzida por "cristã", em parte para
não confundir com a igreja romana, mas principalmente para reforçar o
fato de que ele é a confissão verdadeira de qualquer cristão. Sem
dúvida, como disse Lutero: "A verdade cristã não poderia ter
sido resumida numa exposição mais clara e breve".
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Enquanto a Igreja Cristã se desenvolvia, passou a
sofrer oposição de Roma e dos judeus em forma de perseguições e
morte aos que professavam a fé cristã. Mas este não foi o único
tipo de perseguição sofrida. Apesar da igreja primitiva ter recebido
aceitação social e respeitabilidade durante o governo do Imperador
Diocleciano (284-305), um outro tipo de perseguição começou a se
infiltrar na Igreja – o da oposição à fé como revelação direta
da verdade por parte de Deus. A origem do Credo Niceno se encontra na
necessidade que houve d defender a doutrina apostólica da divindade d
Cristo contra Ário, e da divindade do Espírito Santo contra os
seguidores de Macedônio. Convocou-se um concílio na cidade de
Nicéia para maio e junho de 325.220 bispos estavam presentes. O
propósito do concílio era o de formular, sem possibilidade de falsas
interpretações, o que as Escrituras ensinavam a respeito do Senhor
Jesus Cristo. A pergunta era: Jesus é ou não é o verdadeiro Deus do
verdadeiro Deus? Estaria Ario certo ao dizer que Jesus não é
verdadeiramente Deus? Apesar do brilhantismo dos teólogos arianos, os
ortodoxos (que mantinham o ensino bíblico) não estavam ausentes e
sem os seus heróis da fé. Conta a história que Atanásio era um
homem de pouca estatura. Mas como um estudioso da Bíblia, era um
gigante. Desde o Concílio de Nicéia, por causa da sua defesa sólida
da fé cristã, o dito que passou a acompanhá-lo foi "Atanásio
contra o mundo".
Além, de Ario, apenas
5 outros se recusaram a assinar o documento elaborado em Nicéia. O
Imperador os baniu, mas sem grande interesse político. O mesmo credo
foi reafirmado no Concílio de Constantinopla, em 381, e foi
oficialmente adotado com alguns acréscimos em 451, no Concílio de
Calcedônia.
O credo Niceno não
procura apresentar todos os artigos da fé cristã, mas confessa
edefende as verdades fundamentais da doutrina escriturística acerca de
Deus.
A forma final, conforme
adotada em 451, é a que segue:
O texto conforme o Livro
de Concórdia:
Creio em um só Deus, o
Pai onipotente, criador do céu e da terra, de todas as coisas,
visíveis e invisíveis.
E em um só Senhor
Jesus Cristo, Filho unigênito de Deus e nascido do Pai antes de todos
os séculos, Deus de Deus, Luz da Luz, Deus verdadeiro de Deus
verdadeiro, gerado, não feito, consubstancial ao Pai, por quem foram
feitas todas as coisas; o qual, por amor de nós homens e por nossa
salvação, desceu dos céus, e encarnou, pelo Espírito Santo, na
Virgem Maria, e se fez homem; foi também crucificado em nosso favor sob
Pôncio Pilatos; padeceu e foi sepultado; e ao terceiro dia ressuscitou,
segundo as Escrituras; e subiu aos céus; está sentado à destra do
Pai, e virá pela segunda vez, em glória, para julgar os vivos e os
mortos; e seu reino não terá fim.
E no Espírito Santo,
Senhor e vivificador, o qual procede do Pai e do Filho; que juntamente
com o Pai e o Filho é adorado e glorificado; que falou pelos profetas.
E a igreja, uma santa,
católica e apostólica.
Confesso um só
batismo, para remissão dos pecados, e espero a ressurreição dos
mortos e a vida do século vindouro. Amém.
O texto litúrgico
atualmente em uso
Dir-se-á o Credo
Niceno: Creio em um só Deus, Pai todo-poderoso, Criador do céu e da
terra, tanto das cousas visíveis como das invisíveis.
E em um só Senhor
Jesus Cristo, Filho unigênito de Deus, nascido do Pai antes de todos os
mundos, Deus de Deus, Luz da Luz, verdadeiro Deus do verdadeiro Deus,
gerado, não criado, de uma só substância com o Pai, por quem todas as
cousas foram feitas; o qual por nós homens e pela nossa salvação
desceu do céu e se encarnou pelo Espírito Santo da Virgem Maria e foi
feito homem; foi também crucificado por nós sob Pôncio Pilatos,
padeceu e foi sepultado; e ao terceiro dia ressuscitou segundo as
Escrituras, e subiu aos céus, e está sentado à direita do Pai e virá
novamente em glória a julgar os vivos e os mortos, cujo Reino não
terá fim.
E no Espírito Santo,
Senhor e Doador da vida, o qual procede do Pai e do Filho, que
juntamente com o Pai e o Filho é adorado e glorificado; que falou pelos
profetas. E numa única santa Igreja Cristã e Apostólica. Confesso um
só Batismo para remissão dos pecados, e espero a ressurreição dos
mortos e a vida do mundo vindouro. Amém.
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O Credo
Atanasiano é uma confissão magnífica sobre o Deus triúno. Lutero o
considerou "a maior produção da igreja desde os tempos dos
apóstolos". A origem do credo é,entretanto, obscura. Desde o
século IX alguns o atribuíram a Atanásio, o heróico defensor da
doutrina da divindade de Cristo contra Ario. Entretanto, não há
razões muito fortes para que se possa atribuí-lo a Atanásio: 1.
Não há evidências de que Atanásio e seus contemporâneos tivessem
tomado conhecimento desse credo (também chamado "Quicunque"
– pois ele inicia com estas palavras: "Todo aquele. . .
"). 2. Ele ataca heresias que surgiram depois da morte de
Atanásio, quando Nestório e Éutico introduziram heresias sobre a
Trindade e a pessoa de Cristo.3. É bem provável que o autor desse
credo era versado nos escritos de Agostinho, que viveu entre 354 e
430. Mas se Atanásio não foi o autor, quem foi? A questão tem
intrigado os estudiosos da história cristã ao longo de todos esses
anos. O mais próximo que chegaram, baseados em evidências
encontradas, foi de que se conhecia um credo semelhante a esse na
Galiléia (hoje França) na metade do 5° século. Entretanto, só se
tornou popular para fins de instrução após Carlos Magno (742-814)
ter decretado que todos os clérigos tinham que aprendê-lo.
O Credo Atanasiano
nunca teve um uso generalizado como os outros 2 credos. Mas se há um
momento no Ano Eclesiático que ele deveria receber um pouco de
atenção, este é no 1º Dom. após Pentecostes – o Domingo da SS.
Trindade, pois essa doutrina, e especialemtne a da divindade de Cristo e
de sua obra redentora, é o fundamento sobre o qual está edificada a
igreja (Ef. 2.20).
O texto abaixo se
encontra no Livro
de Concórdia:
Todo aquele que quer
ser salvo, antes de tudo deve professar a fé católica. Quem quer que
não a conservar íntegra e inviolada, sem dúvida perecerá
eternamente.
E a fé católica
consiste em venerar um só Deus na Trindade e a Trindade na unidade, sem
confundir as pessoas e sem dividir a substância.
Pois uma é a pessoa do
Pai, outra a do Filho, outra a do Espírito Santo;
Mas uma só é a
divindade do Pai e do Filho e do Espírito Santo, igual a glória,
coeterna a majestade.
Qual o Pai, tal o
Filho, tal também o Espírito Santo.
Incriado é o Pai,
incriado o Filho, incriado o Espírito Santo.
Imenso é o Pai, imenso
o Filho, imenso o Espírito Santo.
Eterno o Pai, eterno o
Filho, eterno o Espírito Santo;
Contudo, não são
três eternos, mas um único eterno;
Como não há três
incriados, nem três imensos, porém um só incriado e um só imenso.
Da mesma forma, o Pai
é onipotente, o Filho é onipotente, o Espírito Santo é onipotente;
Contudo, não há três
onipotentes, mas um só onipotente.
Assim, o Pai é Deus, o
Filho é Deus, o Espírito Santo é Deus;
E todavia não há
três Deuses, porém um único Deus.
Como o Pai é Senhor,
assim o Filho é Senhor, o Espírito Santo é Senhor;
Entretanto, não são
três Senhores, porém um só Senhor.
Porque, assim como pela
verdade cristã somos obrigados a confessar que cada pessoa, tomada pela
verdade cristã somos obrigados a confessar que cada pessoa, tomada em
separado, é Deus e Senhor, assim também estamos proibidos pela
religião católica de dizer que são três Deuses ou três Senhores.
O Pai por ninguém foi
feito, nem criado, nem negado.
O Filho é só do Pai;
não feito, nem criado, mas gerado.
O Espírito Santo é do
Pai e do Filho; não feito, nem criado, nem gerado, mas procedente.
Há, portanto, um
único Pai, não três Pais; um único Filho, não três Filhos; um
único Espírito Santo, não três Espíritos Santos.
E nesta Trindade nada
é anterior ou posterior, nada maior ou menor; porém todas as três
pessoas são coeternas e iguais entre si; de modo que em tudo, conforme
já ficou dito acima, deve ser venerada a Trindade na unidade e a
unidade na Trindade.
Portanto, quem quer
salvar-se, deve pensar assim a respeito da Trindade.
Mas para a salvação
eterna também é necessário crer fielmente na encarnação de nosso
Senhor Jesus Cristo.
A fé verdadeira, por
conseguinte, é crermos e confessarmos que nosso Senhor Jesus Cristo,
Filho de Deus, é Deus e homem.
É Deus, gerado da
substância do Pai antes dos séculos, e é homem, nascido, no mundo, da
substância da mãe.
Deus perfeito, homem
perfeito, subsistindo de alma racional e carne humana.
Igual ao Pai segundo a
divindade, menor que o Pai segundo a humanidade.
Ainda que é Deus e
homem, todavia não há dois, porém um só Cristo.
Um só, entretanto,
não por conversão da divindade em carne, mas pela assunção da
humanidade em Deus.
De todo um só, não
por confusão de substância, mas por unidade de pessoa.
Pois, assim como a alma
racional e a carne é um só homem, assim Deus e homem é um só Cristo;
O qual padeceu pela
nossa salvação, desceu aos infernos, ressuscitou dos mortos, subiu aos
céus, está sentado à destra do Pai, donde há de vir para julgar os
vivos e os mortos.
À sua chegada todos os
homens devem ressuscitar com os seus corpos e vão prestar contas de
seus próprios atos;
E aqueles que tiverem
praticado o bem irão para a vida eterna; aqueles que tiverem praticado
o mal irão para o fogo eterno.
Esta é a fé
católica. Quem não a crer com fidelidade e firmeza, não poderá
salvar-se.
"Também falarei
dos teus testemunhos na presença dos reis, e não me
envergonharei". |