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Perdoo... Mas não esqueço!
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Perdoo... Mas não esqueço!


Queridas irmãs em Cristo!

Quem nunca escutou a frase: “Perdoo, mas não esqueço!” – Quando escutamos essa frase, nos vêm à mente algumas coisas: Será que foi perdão mesmo? Dizer que não esquece não é uma forma de vingança?

Do ponto de vista puramente humano, a questão do perdão sempre é difícil. Não está em nós a atitude de perdoar, muito antes, está a atitude de se vingar. No código civil do Antigo Testamento estava previsto que alguém deveria sofrer um mal semelhante ao que causou, mas Jesus reflete sobre isso dizendo: “Vocês ouviram o que foi dito: ‘Olho por olho, dente por dente.’ Eu, porém lhes digo: Não resistam ao perverso. Se alguém lhe der um tapa na face direita, ofereça-lhe também a face esquerda.” (Mt 5.38,39). Ou seja, no reino de Deus há uma nova ordem, diferente da cultura da vingança – mas, é fácil perdoar?

Creio que perdoar as bobagens do dia a dia é fácil, ou seja, não deixe de participar da ceia porque alguém deixou uma toalha fora do lugar. Mas há coisas mais graves; traições, insultos, agressões, violência, difamação, descaso, indiferença, aí já não é tão fácil perdoar, e eu diria que em algumas situações é impossível perdoar.

Você ficou com raiva! Parabéns, você é um ser humano! Em muitas situações, nada mais justo do que ficar com raiva, mas, cuidado com a raiva cultivada, cuidado com o desejo de vingança, cuidado com a obsessão de ficar remoendo momentos ruins do passado. Fiquei magoado! Parabéns, mais uma vez! Você continua sendo um ser humano. Lembre-se que muitos machucados, mesmo depois de curados, ainda doem. Perdoar não significa sofrer uma amnésia, eventualmente vamos ser lembrados de situações complicadas, dói, mas o perdão também é um exercício.

Precisamos ter a consciência de que quem mais ofendeu a Deus com os seus pecados fomos nós, e essas consequências foram gravíssimas, custaram a vida do Filho de Deus. Deus, com justiça, poderia ter condenado o ser humano, mas teve misericórdia e, por sua graça e amor, apaga todos os nossos pecados. “Compadece-te de mim ó Deus, segundo a tua benignidade; e segundo a multidão das tuas misericórdias, apaga as minhas transgressões” (Sl 51.1). Deus nos perdoou abundantemente e completamente. Nós, os que mais ofendemos a Deus, tivemos os nossos pecados apagados; eu fui muito perdoado, e, sem isso, eu não seria salvo.

Muitas vezes, não temos força para perdoar, mas vivemos e andamos em novidade de vida, e, pela fé, há em nós uma nova vontade. Por isso, em oração e contando com a força que vem de Deus, humildemente pedimos perdão. Ao mesmo tempo pedimos a graça de estendê-lo ao nosso semelhante, por isso perdoamos e não fazemos mais questão de lembrar o que passou. Talvez você precise pedir o perdão a alguém, talvez falte concedê-lo, em ambos os casos só pode haver paz com perdão.

Pastor Rubens José Ogg
Conselheiro Nacional da LSLB 2020-2022

Texto publicado na Revista Servas do Senhor, edição 241 (abril/maio/junho/ 2021)

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