Em que Cremos


      As doutrinas de fé professadas pela IELB são tiradas das Sagradas Escrituras, a Bíblia. Como exposição correta da Bíblia, a IELB subscreve uma série de documentos confessionais, reunidos no Livro de Concórdia, de 1580 (adquira aqui). 

        Também está disponível para download a versão em português do aplicativo para smartphones e tablets do Catecismo Menor, de Martinho Lutero (baixe aqui). Ela foi desenvolvida pela editora norte-americana da Lutheran Chruch – Missouri Synod (LCMS), a Concordia Publishing House (CPH), e cedida gratuitamente à Editora Concórdia – que foi a responsável pela tradução.  Por meio do aplicativo, você terá acesso aos Dez Mandamentos, ao Credo, Pai Nosso, Sacramento do Santo Batismo, Ofício das Chaves e Confissão, Sacramento do Altar, às Orações Diárias, à Tábua dos Deveres e ao Questionário Cristão.

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Batismo


       O Batismo é uma cerimônia realizada pela Igreja Cristã por ordem de Cristo. É um Sacramento porque contém três elementos:

      - Ordem divina: Mateus 28.19

      - Meio da Graça: Marcos 16.16

      - Possui Elemento Visível: Água

      O Batismo não é simplesmente jogar água em alguém, mas é a água que está ligada com a Palavra de Deus, a ordem de Cristo. Esta ordem está registrada em Mateus 28.19: "Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo".

      POR QUE BATIZAR?


      A Bíblia nos ensina que, desde que Adão e Eva caíram em pecado, todos os seres humanos são concebidos e nascem já contaminados com este mal. “De fato, tenho sido mau desde que nasci; desde o dia em que fui concebido tenho sido pecador”. (Salmo 51.5). Esta é a situação de todas as pessoas. Nascem com pecado, que herdaram de seus pais.


      POR ISSO BATIZAMOS AS CRIANÇAS


      As crianças, assim como todas as pessoas, não podem, pelas próprias forças, ter fé em Jesus, não podem nem conseguem decidir crer. Por suas próprias forças, crianças e adultos não podem se salvar. “Ninguém pode dizer “Jesus é Senhor” se não for guiado pelo Espírito Santo”. (1Co 12.3).
Assim, Deus providenciou o Batismo para que também as criancinhas recebam a fé, já que não entendem quando falamos a elas sobre o Evangelho. Jesus mesmo mandou: “batizem todas as nações”. E as criancinhas fazem parte de todas as nações.
“Naquela mesma hora da noite, o carcereiro começou a cuidar deles, lavando os ferimentos da chicotadas. Logo depois ele e toda a sua família foram batizados” (Atos 16.33).


      VALE RESSALTAR QUE


      Nenhum versículo bíblico diz: “batizem as crianças”. Mas, ao invés de afirmar “não batizamos crianças porque a Bíblia não fala nisso”, ensinamos o contrário. A Bíblia não manda batizar as crianças porque isso era algo tão comum, normal, óbvio, que não precisou ser ordenado explicitamente, como não fala diretamente também em batizem adultos, ou jovens, ou idosos.

Mas a criança não fala e não entende. Como ela pode ter fé? Este raciocínio poderia nos levar a crer que também não podem ter fé os que estão em estado de coma, os que estão inconscientes, os portadores de deficiência mental profunda e até mesmo quem está dormindo, o que , evidentemente, não é verdadeiro. É o Espírito Santo que coloca a fé no coração e a mantém lá. Seja qual for a idade ou condição mental da pessoa.


      O QUE O BATISMO REALIZA?


      Perdão dos Pecados: quando somos batizados, Deus nos perdoa os pecados, tanto o original quanto o atual. Salvação: pelo Batismo, recebemos a fé. E é pela fé que somos salvos. “Quem crer e for batizado, será salvo” (Marcos 16.16). Filhos de Deus: no Batismo, Deus nos tira da escravidão do pecado e nos coloca na Família de Deus. Passamos a ser filhos Dele.


      PADRINHOS OU TESTEMUNHAS?


      Testemunha: Pessoa que presencia o Batismo, sendo uma testemunha de que a criança foi batizada. Qualquer pessoa pode ser testemunha. Padrinho: Pessoa escolhida pelos pais para confessar a fé no Deus Triúno em lugar da criança, no dia do Batismo. Além disso, são aquelas que vão orar pela criança, procurar dar a ela bom exemplo cristão – começando por ir à Igreja – e que vão fazer o melhor que puderem por ela, especialmente no caso de perder os pais. Os padrinhos ajudam no que estiver a seu alcance, para que esta criança seja instruída na Palavra de Deus e para que permaneça na fé em que ela é batizada. Por isso, do ponto de vista cristão, padrinho e madrinha são aqueles que confessam a mesma fé em que a criança está sendo batizada, pois assumem um compromisso cristão com seu/sua afilhado(a).



Ordem divina Mateus 28.19
Meio da Graça Marcos 16.16
Possui Elemento Visível Água

Referências bíblicas: Mt 28.19; Tt 3.5; Mc 10.14; Mc 7.4; 16.16; At 22.16.

Santa Ceia


      A Santa Ceia foi instituída por Jesus na noite em que foi traído. Ela é um Sacramento porque:

      - Tem ordem divina (1 Co 11.25)

      - É um Meio da Graça (Mt 26.26-28)

      - Possui Elemento Visível (Pão e Vinho)

      O QUE RECEBEMOS NA SANTA CEIA?

      Recebemos o verdadeiro corpo e sangue de Cristo, juntamente com o pão e o vinho.

      QUE OUTROS ELEMENTOS PODEM SER USADOS ALÉM DO PÃO E VINHO?

      Não utilizamos nenhum outro além destes, porque foram os que Cristo utilizou. Se não celebrarmos com pão e vinhos, no mínimo haverá dúvida: “será que é Santa Ceia mesmo?. E a Ceia não é dúvida. É certeza.

      QUANDO E COMO A SANTA CEIA FOI INSTITUÍDA?

      (Mateus 26.26-28)

      “Na noite em que Jesus foi traído: Enquanto estavam comendo, Jesus pegou o pão e deu graças a Deus. Depois, partiu o pão e deu a seus discípulos, dizendo:

      - Peguem e comam. Isto é o meu corpo.

      Em seguida, pegou o cálice e agradeceu a Deus. Depois, passou o cálice aos discípulos, dizendo:

       - Bebam todos vocês, porque isto é o meu sangue, que é derramado em favor de muitos para a remissão dos pecados. É o sangue que sela o acordo feito por Deus com o seu povo”.

      PARA QUE SERVE A SANTA CEIA?

      O próprio Jesus disse: “Dado e derramado em favor de vós para a remissão de pecados”. Cristo oferece seu corpo e sangue para que recebamos perdão de todos os nossos pecados. E quem recebe perdão, recebe também salvação e vida eterna.

      ISTO É MEU CORPO OU ISTO SIMBOLIZA MEU CORPO?

      Em nenhuma língua o verbo SER é entendido com simbolizar, significar, representar. O que é, é. Nenhum elemento do texto bíblico indica uma interpretação figurada, simbólica ou espiritual destas palavras. Cremos nestas palavras na forma em que Cristo as disse. O pão é seu corpo e o vinho é seu sangue. O pão e o vinho recebemos de forma natural. O corpo e o sangue, de forma sobrenatural, além da razão, incompreensível. Além disso, quando a Santa Ceia é administrada, as palavras de Jesus devem estar presentes, para termos certeza: “Tomai, comei, isto é o meu corpo“, pois ele acrescentou: “Fazei ISTO”.

      Na Santa Ceia, temos a oportunidade de nos encontrarmos com Cristo de forma palpável e visível, pois recebemos seu verdadeiro corpo e sangue em nossa boca. Por isso, a Santa Ceia é uma oportunidade única de sentirmos o perdão de Deus e de sermos fortalecidos em nossa fé. Além disso, é uma oportunidade única de nos reunirmos como irmãos, em comunhão, demonstrando unidade na mesma fé, no mesmo Salvador.

      SANTA CEIA - O AMOR DE DEUS DERRAMADO EM NÓS

      Na Santa Ceia, Jesus vem até nós corporalmente, para nos dar certeza de que, quando nos arrependemos verdadeiramente e cremos no seu perdão, ele nos ouve, nos perdoa e afasta de nós nossos pecados, nos dando um novo coração, cheio de alegria e vontade de fazer a vontade de Deus! Na Santa Ceia, sentimos materialmente, fisicamente, com o pão/corpo e o vinho/sangue como é bom ser cristão, como é bom estar com Deus.

Tem ordem divina 1 Co 11.25
É um Meio da Graça Mt 26.26-28
Possui Elemento Visível Pão e Vinho
Referências bíblicas: Mt 26.26-28; Mc 14.24; 1 Co 11.24-29.

Credos


      A IELB adota os três símbolos ou credos ecumênicos do Cristianismo:

CREDO APOSTÓLICO

      Por ser uma das primeiras partes da literatura confessional que se aprende, o Credo Apostólico é o credo mais usado em nossa Igreja. E, exceto a oração do Senhor (dominical), não há conjunto de palavras na Igreja Cristã que os cristãos mais pronunciem. Ele é o primeiro dos credos ecumênicos (ecumênico significa universal, geral, do mundo inteiro). A Igreja Cristã antiga adotou o nome ecumênico para mostrar que ela, como um todo, aceitava esses credos. Em 1580, a Igreja Luterana, para demonstrar que não era uma seita ou movimento, incorporou três credos em suas confissões, reunidas no Livro de Concórdia.

      Texto litúrgico utilizado atualmente:

      A palavra católica é geralmente traduzida por cristã, em parte para não confundir com a igreja romana, mas principalmente para reforçar o fato de que ele é a confissão verdadeira de qualquer cristão. Sem dúvida, como disse Lutero: "A verdade cristã não poderia ter sido resumida numa exposição mais clara e breve".

      Creio em Deus Pai, todo-poderoso, criador do céu e da terra. E em Jesus Cristo. seu único Filho nosso Senhor, o qual foi concebido pelo Espírito Santo, nasceu da virgem Maria, padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; desceu ao inferno, no terceiro dia ressuscitou dos mortos, subiu ao céu e está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso, donde há de vir julgar os vivos e mortos. Creio no Espírito Santo, na Santa Igreja Cristã - a comunhão dos santos, na remissão dos pecados, na ressurreição da carne e na vida eterna. Amém.

CREDO NICENO

      Enquanto a Igreja Cristã se desenvolvia, passou a sofrer oposição de Roma e dos judeus em forma de perseguições e morte aos que professavam a fé cristã. Mas este não foi o único tipo de perseguição sofrida. Apesar da igreja primitiva ter recebido aceitação social e respeitabilidade durante o governo do Imperador Diocleciano (284-305), um outro tipo de perseguição começou a se infiltrar na Igreja – o da oposição à fé como revelação direta da verdade por parte de Deus. A origem do Credo Niceno se encontra na necessidade de defender a doutrina apostólica da divindade de Cristo contra Ário, e da divindade do Espírito Santo contra os seguidores de Macedônio. O Credo Niceno não procura apresentar todos os artigos da fé cristã, mas confessa e defende as verdades fundamentais da doutrina escriturística acerca de Deus.

      Texto litúrgico utilizado atualmente:

      Creio em um só Deus, Pai todo-poderoso, Criador do céu e da terra, tanto das cousas visíveis como das invisíveis. E em um só Senhor Jesus Cristo, Filho unigênito de Deus, nascido do Pai antes de todos os mundos, Deus de Deus, Luz da Luz, verdadeiro Deus do verdadeiro Deus, gerado, não criado, de uma só substância com o Pai, por quem todas as cousas foram feitas; o qual por nós homens e pela nossa salvação desceu do céu e se encarnou pelo Espírito Santo da Virgem Maria e foi feito homem; foi também crucificado por nós sob Pôncio Pilatos, padeceu e foi sepultado; e ao terceiro dia ressuscitou segundo as Escrituras, e subiu aos céus, e está sentado à direita do Pai e virá novamente em glória a julgar os vivos e os mortos, cujo Reino não terá fim. E no Espírito Santo, Senhor e Doador da vida, o qual procede do Pai e do Filho, que juntamente com o Pai e o Filho é adorado e glorificado; que falou pelos profetas. E numa única santa Igreja Cristã e Apostólica. Confesso um só Batismo para remissão dos pecados, e espero a ressurreição dos mortos e a vida do mundo vindouro. Amém.


CREDO ATANASIANO

      O Credo Atanasiano é uma confissão magnífica sobre o Deus triúno. Lutero o considerou "a maior produção da igreja desde os tempos dos apóstolos". A origem do credo é obscura. Desde o século IX alguns o atribuíram a Atanásio, o heróico defensor da doutrina da divindade de Cristo contra Ario. Entretanto, não há razões muito fortes para que se possa atribuí-lo a Atanásio. O Credo Atanasiano nunca teve um uso generalizado como os outros credos. Mas se há um momento no Ano Eclesiástico que ele deveria receber atenção, este é o Domingo da Santíssima Trindade, pois essa doutrina, e especialmente a da divindade de Cristo e de sua obra redentora, é o fundamento sobre o qual está edificada a igreja (Ef. 2.20).


 

Ministério Pastoral


      Cremos, ensinamos e confessamos que o ministério pastoral é um ofício ordenado por Deus para administrar publicamente a palavra de Deus e os sacramentos. Os ministros não constituem uma classe especial de pessoas, como os sacerdotes do Antigo Testamento. Sendo todos os cristãos sacerdotes reais, ninguém tem o direito de sobrepor-se aos outros. Por isso, só o chamado de uma congregação torna alguém um ministro. O ministro exerce publicamente as funções que todos os cristãos exercem em particular.

Referências bíblicas: At 6.2; 1 Pe 2.9; Tt 1.5-7; At 20.17,28; 1 Co 14.34ss; 1 Tm 2.11.