Um comentário bíblico sobre Apocalipse


10/08/2022 #Publicações #Editora Concórdia

Livro da semana

Um comentário bíblico sobre Apocalipse

Você conhece os mistérios e as promessas de Deus reveladas no livro de Apocalipse?

Ao conhecer, certamente clamará: Vem, SENHOR JESUS! Este livro é um comentário, um estudo criterioso, uma pesquisa cuidadosa de Apocalipse, o livro que fecha a coleção dos livros da Sagrada Escritura. O autor completa com a sua reflexão desde a promessa de Jesus: “Eis que venho sem demora” até a súplica do apóstolo João: “Vem, Senhor Jesus!”. Ao final deste estudo, três verdades podem ser constatadas:

- o fim do mundo pode chegar a qualquer momento;

- estamos mais perto do fim hoje do que em outro tempo;

- estamos chegando lá rapidamente.

Visto que é assim, os filhos de Deus devem “Ser tais como os que vivem em santo procedimento e piedade, esperando e apressando a vinda do dia de Deus” (2Pe 3.11,12). Por isso, sempre é tempo de suplicar: Vem, Senhor Jesus.

Autor: Johannes H. Rottmann
Dimensões: 15,5X23 cm
Páginas: 312

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Leia as duas primeiras partes da introdução do livro Apocalipse:

 

1 - O nome e o caráter do livro

 

O nome do último livro do Novo Testamento é uma transcrição da palavra grega apokálypsis. Essa palavra é composta e derivada da preposição apó e do verbo kalypto, desvendar, tirar a cobertura de algo que já existe, porém, invisível até o momento da revelação (cf. Nm 22.31; Lc 24.15). Preferiria, por esse motivo, que o título na Bíblia Brasileira fosse como o tem A Bíblia na Linguagem de Hoje, que traz o subtítulo A Revelação de Deus a João; melhor seria Revelações de Deus a João, visto que contém não apenas uma única revelação.

 

O nome, portanto, não é simplesmente o título de um livro, mas também a caracterização daquilo que o livro registra, a saber, a revelação, o desvendar dos mistérios de Deus, especialmente daqueles mistérios que atingem de uma ou outra maneira a história da Igreja de Cristo aqui na Terra até o dia derradeiro. E, nos dois últimos capítulos, de algum modo, registra também a revelação de algo sobre a existência e a glória desta Igreja na eternidade de Deus.

 

Estas revelações em geral – pela natureza dos assuntos – se expressam em linguagem deveras mística e enigmática e por meio de figuras e imagens que, muitas vezes, fogem de interpretação e explicação exatas, categóricas e absolutas. Simplesmente é impossível, e certamente não foram revelados para isto, explicar todos os fenômenos descritos neste livro, porque muitas das coisas preanunciadas no livro, para nós que vivemos no fim do século XX, ainda jazem no futuro que só Deus conhece.

 

Seria tolice, portanto, se quiséssemos, hoje, descrevê-las em simples linguagem humana. Convém lembrar aqui a resposta que Jesus deu a seus discípulos quando lhe perguntaram “Será este o tempo em que restaures o reino a Israel? Respondeu-lhes: Não vos compete conhecer tempos e épocas que o Pai reservou para sua exclusiva autoridade” (At 1.6,7). E com respeito a esta ressalva, “para sua exclusiva autoridade”, o próprio Jesus ainda dá o comentário: “Mas a respeito daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos do céu, nem o Filho, senão somente o Pai” (Mt 24.36).

 

Seria, portanto, loucura exegética nossa se tentássemos, à base das revelações dadas neste livro, prognosticar em termos absolutos e com datas e dados definitivos o futuro do mundo e da Igreja no mundo. O erro fundamental de grande parte dos intérpretes do Apocalipse é o fato de quererem desvendar coisas que Deus não nos revelou e que são reservadas “para sua exclusiva autoridade” e não para nós. Tais interpretações são brincadeiras perigosas com os mistérios de Deus.

 

O que tentaremos em nosso estudo é interpretar aquilo que evidentemente já aconteceu no curso da história da Igreja de Cristo aqui na Terra e, à base das imagens vistas por João, imaginar de algum modo aquela glória que é reservada para sua Igreja e suas lutas aqui na Terra, e também aquela horrível condenação infligida a todos os inimigos da causa de Cristo. Veremos que, através de um mar de sangue e lágrimas, chegaremos finalmente à vitória em e com Cristo.

 

 

2 - O autor

 

O autor deste livro extraordinário e todo especial apresenta-se simplesmente como João (1.1,4,9; 22.8). Acrescentando, como única designação de sua ligação a Cristo, seu servo (doulos). Doûlos, no seu sentido completo, significa ser escravo, isto é, ser comprado e agora pertencente ao Senhor a quem serve. Sua autodesignação não é apóstolo (cf. também Paulo e Timóteo, Fp 1.1; Tiago 1.1; Judas v.1).

 

Apesar do autor não se dar neste livro a designação de apóstolo, os mais antigos documentos da literatura patrística tomam o nome João como sendo o nome do conhecido e muito venerado apóstolo João, aquele dos 12 de quem no Evangelho é dito que Jesus “o amava” (Jo 13.23). Assim já Justino, o mártir (Dial.c.Trido, 71.4), identificava o autor do Apocalipse como apóstolo João (cerca de 150). Nos meados do segundo século, foi assim identificado também por Irineu, discípulo de Policarpo, bispo de Esmirna, que por sua vez fora discípulo do próprio João em Éfeso, diretamente ligado à tradição de Éfeso; por Clemente de Alexandria; por Tertuliano no Norte da África; pelo Cânone de Muratori e por Hipólito de Roma.

 

No terceiro século, só dois na literatura patrística expressaram dúvidas com respeito ao autor: Dionísio de Alexandria (falecido em 265) e o presbítero Caio de Roma, que pensava ser o livro de autoria de Cerinto, o traiçoeiro adversário do apóstolo João em Éfeso. Contra essa ideia absurda Irineu escreve acerbamente no seu tratado Adversus Haeresis, III, 28,2. – Somente no quarto século, expressam-se dúvidas a respeito da autoria entre os pais da Igreja: Eusébio, 340; Cirilo de Jerusalém, 386; Gregório de Nazianzo, 390; Crisóstomo, 407; Teodoreto, 458.

 

Lutero expressou dúvidas com respeito à canonicidade do Apocalipse, em seu prefácio (Vorrede) à tradução deste livro para o alemão (Bíblia de Lutero).

 

Os argumentos contra a autoria de João, tanto dos pais eclesiásticos antigos quanto dos críticos modernos, ao nosso ver, não têm peso suficiente para derrubar as evidências internas.

Em nossa interpretação, não deixamos dúvidas de que aceitamos o apóstolo João como sendo o autor inspirado do livro.

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